Proposta de mudança na escala de trabalho é defendida como estímulo à autonomia e à geração de renda
Ampliar o tempo livre e estimular a geração de renda orienta a defesa do governo federal pela redução da jornada de trabalho no país, debatida em Brasília.
A avaliação é do ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, que aponta impacto direto da medida sobre o empreendedorismo e o consumo.
“Objetivamente falando, a redução é boa para o empreendedorismo. Ela vai criar mais tempo livre para as pessoas, mais autonomia para consumir e, inclusive, para empreender.”
Efeito na economia
Segundo o ministro, a proposta de reduzir a escala 6 por 1 pode fortalecer o mercado interno e incentivar a criação de novos negócios, ao permitir que trabalhadores utilizem o tempo livre para gerar renda extra ou investir em novas atividades.
“Se a nova escala for aprovada, vamos aumentar o empreendedorismo no Brasil. Teremos um monte de gente usando esse tempo novo para fazer mais renda, seja com aplicativo, com um serviço novo, ou para se preparar para uma mudança de carreira.”
Impacto social
A medida deve beneficiar principalmente trabalhadores de menor renda, que enfrentam jornadas mais longas e deslocamentos maiores.
“São pessoas que têm mais dificuldades”, afirma o ministro, ao destacar que a mudança pode melhorar a qualidade de vida e ampliar oportunidades.
Críticas e resposta do governo
Paulo Pereira também rebate críticas à proposta, classificando parte das resistências como recorrentes em momentos de ampliação de direitos trabalhistas.
“Toda vez que a gente apresenta uma nova gama de direitos aos trabalhadores, surge o medo de que o aumento de custo vai afetar a produtividade brasileira. E ela nunca acaba. Continua forte.”
Medidas de mitigação
O governo admite possíveis impactos para parte dos empreendedores, estimados entre 10% e 15%, e sinaliza a criação de mecanismos de compensação.
“Pode ser um benefício fiscal, pode ser mais apoio, mais crédito. Vamos criar uma regra que seja boa para todo mundo.”
A proposta ainda depende de avanço no Congresso Nacional e integra o debate sobre mudanças nas regras trabalhistas e seus efeitos na economia brasileira.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues – Pozzebom/ Agência

