Menino de 11 anos e a mãe morreram após bombardeio no sul do país; governo brasileiro condena violações da trégua
Um ataque aéreo no sul do Líbano mata um menino brasileiro de 11 anos, a mãe dele e o pai, de nacionalidade libanesa, mesmo durante a vigência de um cessar-fogo na região.
A confirmação é feita pelo Ministério das Relações Exteriores, que afirma que a família estava dentro de casa, no distrito de Bint Jbeil, no momento do bombardeio. Um outro filho do casal sobrevive e é levado ao hospital.
“O governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação e pesar, das mortes de criança brasileira, de 11 anos, de sua mãe, também brasileira, e de seu pai libanês, vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel.”
O episódio ocorre em meio à continuidade de ataques por parte de Israel, apesar da trégua com o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, estar oficialmente prorrogada.
Violação do cessar-fogo
O governo brasileiro adota tom crítico e classifica o ataque como mais uma violação do acordo firmado em abril.
“O Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah.”
A nota também aponta que civis, incluindo mulheres e crianças, estão entre as vítimas recentes dos confrontos.
Contexto da escalada
A ofensiva acontece após alertas de evacuação em cidades do sul libanês. Segundo autoridades israelenses, os ataques são resposta a supostas violações do acordo por parte do Hezbollah.
Mesmo com a prorrogação do cessar-fogo até maio, confrontos seguem sendo registrados, o que coloca em dúvida a efetividade da trégua e mantém a região sob tensão.
Assistência consular
O Itamaraty informa que a embaixada brasileira em Beirute acompanha o caso e presta assistência à família atingida.
Fonte: G1 Globo/ Ministério das Relações Exteriores
Foto: REUTERS/Shir Torem

