Reunião com setor produtivo e Defesa Civil aponta riscos logísticos, aumento de custos e impactos no abastecimento no Amazonas
Antecipar compras e reforçar o planejamento logístico passam a ser medidas estratégicas para o setor produtivo do Amazonas diante da estiagem prevista para o segundo semestre de 2026. A orientação foi destacada durante reunião da Fecomércio-AM, que reuniu empresários, representantes do turismo e autoridades públicas para discutir impactos econômicos do cenário climático.
O encontro foi conduzido pelo presidente do Sistema Fecomércio Amazonas, Sesc e Senac, Aderson Frota, e contou com a participação do vice-presidente da entidade e presidente do Conselho Empresarial de Turismo, Paulo Tadros, do deputado federal João Carlos e do secretário da Defesa Civil do Amazonas, Francisco Máximo.
Cenário climático preocupa setor produtivo
Dados técnicos apresentados pela Defesa Civil indicam aumento na frequência de eventos extremos e risco de intensificação da estiagem, influenciada por fenômenos como o El Niño. O monitoramento aponta anomalias de precipitação e possível antecipação da vazante dos rios, o que afeta diretamente a navegabilidade.
Esse cenário tende a pressionar a logística regional, elevar custos operacionais e dificultar o abastecimento, além de ampliar riscos de queimadas e impactos à saúde pública.
“É importante entendermos que, ano a ano, vamos precisar nos adaptar e nos preparar para cenários críticos. Esse contexto vem se tornando mais frequente em função do aumento da temperatura, provocando desequilíbrios meteorológicos que impactam diretamente as nações”, afirma Francisco Máximo. Ele complementa que a atuação integrada entre poder público, setor produtivo e sociedade é essencial para reduzir riscos.
Planejamento como estratégia de mitigação
A orientação central da Fecomércio-AM é clara: antecipar decisões para reduzir prejuízos. A recomendação envolve formação de estoques, revisão de rotas logísticas e análise de custos operacionais antes do agravamento da estiagem.
“Este momento nos dá a oportunidade de termos um embasamento científico e a sinalização oficial de que teremos um novo período de estiagem. Isso reforça a necessidade de adotarmos medidas preventivas para reduzir custos, evitar prejuízos e proteger o capital das empresas”, afirma Aderson Frota.
Integração entre setores ganha peso
O debate também reforça um ponto crítico de governança: sem coordenação entre setor público e iniciativa privada, a resposta tende a ser lenta e ineficiente. A proposta é alinhar estratégias para garantir continuidade das atividades econômicas mesmo em cenários adversos.
Fonte: Fecomércio – AM

