CCJ avança com PEC que prevê fim da escala 6×1 e base projeta aprovação ampla

Proposta segue para comissão especial após análise inicial e deve enfrentar debate sobre transição e impacto econômico

Avança na Câmara e abre nova fase de debate. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados analisa, nesta quarta-feira, 22/04, a proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1. A base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) projeta aprovação com ampla maioria, podendo chegar à unanimidade no colegiado.

O relatório é apresentado pelo deputado Paulo Azi (União-BA), enquanto a comissão é presidida por Leur Lomanto Júnior.

Clima político e votação

O cenário favorável é impulsionado por um fator estratégico. Parlamentares avaliam que, em ano eleitoral, votar contra uma proposta que amplia direitos trabalhistas pode gerar desgaste político.

Mesmo integrantes da oposição indicam apoio à tramitação, destacando que a proposta não tem origem no governo federal, mas no próprio Congresso.

Próxima etapa

Após aprovação na CCJ, o texto segue para uma comissão especial, que será instalada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos -PB).

Nessa fase, o debate passa a focar no mérito da proposta, incluindo impactos econômicos e regras de implementação.

Pontos em discussão

Um dos principais temas será o período de transição para adoção do novo modelo de jornada. As sugestões variam de um ano até dez anos, com divergências entre base e oposição.

Outra proposta em discussão envolve a possibilidade de pagamento por hora trabalhada, defendida por setores da oposição.

Impactos econômicos

O relator defende a inclusão de incentivos fiscais para reduzir impactos sobre empresas.

“Vou me amparar no que acontece ao redor do mundo”, afirma Paulo Azi (União-BA). Ele cita países europeus que adotaram redução da jornada acompanhada de medidas para compensar custos.

Segundo o parlamentar, a diminuição da carga horária pode elevar o custo da hora trabalhada, exigindo medidas de equilíbrio para setores produtivos.

A tramitação da proposta segue nas próximas semanas, com expectativa de intensificação do debate entre governo, oposição e representantes do setor econômico.

Fonte: CNN Brasil

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

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