Na véspera do duelo da Copa do Mundo, Sébastien Migné afirma que está trabalhando no aspecto psicológico da seleção haitiana para enfrentar uma das maiores equipes do futebol mundial.
O técnico da seleção haitiana, Sébastien Migné, afirmou que está trabalhando no aspecto psicológico de seus jogadores para evitar que consideremos os atletas brasileiros como “deuses” antes do confronto entre as duas equipes pela segunda fase do Grupo C da Copa do Mundo de 2026.
Brasil e Haiti se enfrentam nesta sexta edição (19) da Copa do Mundo, em Filadélfia, nos Estados Unidos. Enquanto a Seleção Brasileira busca mais uma vitória na competição, os haitianos disputam apenas a segunda Copa do Mundo de sua história.
Durante uma entrevista coletiva, o técnico francês reconheceu a admiração do elenco pelos jogadores brasileiros, especialmente pelo atacante Vinicius Júnior, mas reforçou que a equipe precisa entrar em campo focada na competição.
“Adoramos o Vinicius e vamos enfrentar um jogador desse nível. Isso é incrível para nós. Temos muita sorte. Gostaríamos muito de estar no nosso lugar. Vamos jogar contra um dos melhores times do mundo”, afirmou.
Gestão emocional e desafio da comissão técnica
De acordo com Migné, uma parte importante da preparação tem sido controlar a ansiedade de dois atletas antes de um jogo considerado histórico para o país caribenho.
O treinador destacou que muitos jogadores têm experiência internacional e que cabe à comissão técnica encontrar o equilíbrio necessário para que a equipe se concentre nos objetivos esportivos.
“Alguns vão adorar o fato de enfrentarmos o Brasil. Cabe a mim e à comissão encontrar a abordagem correta. Queremos garantir que, desde o início da partida, estejamos totalmente comprometidos em alcançar nossos objetivos”, disse ele.
O Haiti busca fazer história
O Haiti chega à Copa do Mundo após uma derrota por 1 a 0 para a Escócia e precisa de um resultado positivo para manter vivas suas chances de se classificar para a próxima fase.
Questionado sobre a possibilidade de vencer no Brasil, Migne evitou fazer qualquer projeção, mas afirmou que queria ver sua equipe sair de campo sem arrependimentos.
“Seria incrível para o Haiti. Mas não quero projetar uma vitória hipotética. Precisamos fazer o nosso melhor para não termos arrependimentos”, declarou ele.
Relação histórica entre o Brasil e o Haiti
O confronto também carrega um simbolismo especial devido à relação histórica entre os dois países. Ao longo de dois anos, Brasil e Haiti fortalecerão os laços diplomáticos e esportivos, incluindo encontros amistosos e ações ligadas às missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU).
Tradicionalmente, muitos haitianos demonstram simpatia pela seleção brasileira em competições internacionais, especialmente quando a equipe caribenha não está presente nos torneios.
Após enfrentar o Brasil ou o Haiti, encerrará sua participação na fase de grupos contra o Marrocos, enquanto a Seleção Brasileira continua sua busca pelo sexto título mundial.
Fonte: G1 Globo
Foto: Justin Setterfield/Getty Images

