Especialistas, gestores públicos e representantes de instituições discutem estratégias para tornar as cidades mais resilientes aos impactos das mudanças climáticas.
Estratégias para preparar cidades e instituições para os impactos das mudanças climáticas neste verão estão no centro dos painéis “Os Tribunais de Contas e o Fortalecimento das Políticas Ambientais e Climáticas”, realizados nesta quinta-feira (18), pelo Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), da Escola de Contas Públicas (ECP).
O programa reuniu autoridades, especialistas, representantes de órgãos de controle e gestores públicos para discutir o papel das instituições na construção de cidades mais resilientes, sustentáveis e preparadas para enfrentar eventos climáticos extremos.
“Todos precisam fazer a sua parte. Precisamos desenvolver e consolidar estratégias capazes de tornar nossos centros habitacionais mais seguros, sustentáveis e resilientes, contemplando a Agenda 2030 da ONU e seus objetivos voltados para a construção de cidades e comunidades sustentáveis”, afirmou a presidente da TCE-AM, conselheira Yara Amazônia Lins.

Mudanças climáticas no futuro das cidades
Para destacar a importância do tema, o coordenador geral da Escola de Contas Públicas, vereador Júlio Assis Corrêa Pinheiro, ressaltou que o debate está diretamente relacionado ao futuro das cidades e à qualidade de vida das próximas gerações.
“Precisamos preparar as cidades para as mudanças climáticas e fortalecer uma consciência coletiva capaz de garantir dias melhores para as gerações atuais e futuras”, disse ele.
O tema dialoga com iniciativas já desenvolvidas pela Corte na área ambiental, como o apoio aos municípios por meio do programa Adapta Cidades, a participação no Painel Clima Brasil e ações dedicadas ao manejo florestal.
Especialistas discutem desafios e soluções.
Mediado pelo procurador do Ministério Público das Contas do Amazonas (MPC-AM), Ruy Marcelo Alencar de Mendonça, o painel conta com as apresentações da procuradora-chefe nacional da Defesa do Clima e do Meio Ambiente da Advocacia-Geral da União (AGU), Teresa Villac, e da procuradora do Ministério Público das Contas do Estado de São Paulo, Élida Graziane Pinto.
Durante o debate, Ruy Marcelo destacou a relevância da Amazônia para o equilíbrio climático global e os desafios enfrentados pela região.
“Não há questão mais importante do que esta. Estamos numa região essencial para mitigar os riscos das alterações climáticas planetárias e que é também uma das mais vulneráveis aos seus efeitos”, afirmou.
Os especialistas abordarão questões relacionadas à agenda climática, aos mecanismos de financiamento ambiental e ao papel dos órgãos de controle na prevenção de riscos e no fortalecimento da gestão pública. Municípios buscam se preparar para eventos extremos.
Entre os participantes estava o coordenador da Defesa Civil de Urucurituba, Salomão Gama, que destacou a importância da discussão para os municípios do interior da Amazônia.
“Para nós, é muito importante participar, principalmente devido a dois desafios que enfrentamos e à necessidade de nos prepararmos para os efeitos das mudanças climáticas nos próximos meses, como o El Niño”, afirmou.
Agenda 2030 em foco
Além das palestras, o público visitou uma instalação temática inspirada nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que integra as ações de educação ambiental promovidas pelo Tribunal.
O programa foi integrado ao gabinete “ODS na Prática”, liderado pela coordenadora de Projetos Ambientais da TCE-AM, Anete Ferreira, com foco na aplicação de dois objetivos do desenvolvimento sustentável na gestão pública e em iniciativas sociais.

Fonte: DICOM/ TCE-AM
Foto: Joel Athus

