Oposição retoma articulação de PEC da Anistia após Moraes suspender Lei da Dosimetria

Movimento no Congresso reage à decisão do STF que interrompe efeitos da norma aprovada pelo Legislativo

A oposição no Congresso Nacional articula a retomada da chamada PEC da Anistia após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender os efeitos da Lei da Dosimetria.

A decisão é tomada no sábado, 9 de maio, e ocorre após ações apresentadas ao Supremo questionarem a constitucionalidade da norma aprovada pelo Congresso.

A Lei da Dosimetria havia sido promulgada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, depois da derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Reação da oposição

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL), afirma que a suspensão da lei leva a oposição a retomar a proposta de emenda constitucional.

“Já dei entrada, e, agora, vou colher assinaturas e trabalhar para pautá-la com agilidade, para, finalmente, fazer justiça aos apenados do dia 8 de janeiro”, declara o parlamentar.

Segundo ele, o texto já é registrado no sistema da Câmara dos Deputados e entra na fase de coleta de assinaturas.

Para começar a tramitar, uma PEC precisa do apoio mínimo de 171 deputados na Câmara ou 27 senadores no Senado.

O que prevê a PEC

A proposta prevê anistia para condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília.

O texto inclui crimes como dano qualificado, deterioração de patrimônio público, associação criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Na justificativa da PEC, parlamentares da oposição afirmam que a decisão de Moraes representa “afronta à soberania do Congresso Nacional” e alegam invasão de competências entre os Poderes.

Lei da Dosimetria

A suspensão da Lei da Dosimetria ocorre por decisão liminar de Alexandre de Moraes até que o plenário do STF analise as ações que questionam a validade da norma.

A decisão não entra no mérito constitucional da lei, mas interrompe temporariamente sua aplicação.

Segundo o g1, a legislação poderia beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro com redução de penas e do tempo em regime fechado.

Entre os possíveis beneficiados citados pela oposição está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo STF e atualmente em prisão domiciliar.

Fonte: G1 Globo

Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

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