Bienal do Livro cria projeto itinerante para aproximar leitores de autores

Estação Bienal estreia em setembro no Rio de Janeiro com encontro com Alice Oseman, autora de “Heartstopper”, e prevê novas edições ao longo do ano

A Bienal do Livro do Rio de Janeiro lança, em setembro, o projeto Estação Bienal, iniciativa criada para aproximar leitores de seus autores preferidos e ampliar as ações de incentivo à leitura durante os períodos em que o tradicional festival não é realizado.

A primeira edição acontece em 9 de setembro, no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e terá como convidada a escritora inglesa Alice Oseman, autora da série “Heartstopper”.

O encontro permite que os fãs participem de uma conversa com a escritora e tenham acesso a uma sessão de autógrafos. A iniciativa conta com parceria da Companhia das Letras, por meio do selo jovem Seguinte.

Segundo Bruno Henrique, diretor de Marketing e Conteúdo da GL events Exhibitions, responsável pela realização da Bienal do Livro do Rio em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), a proposta inicialmente prioriza escritores internacionais.

“A gente quer criar esse produto para aproximar autores mais difíceis do seu público, com certa periodicidade que ainda será definida”, afirmou.

A escolha de Alice Oseman ocorre também devido à grande procura do público. A escritora possui uma ampla base de leitores no Brasil, especialmente entre o público jovem.

“Foi uma questão de oportunidade, casando com a grande demanda que a gente já tinha por esse nome nas bienais anteriores”, explicou Bruno Henrique.

Ingressos têm diferentes modalidades

O encontro com Alice Oseman oferece três modalidades de ingresso. A opção Simples inclui apenas o bate-papo e custa R$ 85 na meia-entrada e R$ 170 na inteira.

Na modalidade Master, o participante tem acesso ao bate-papo e recebe um exemplar de “Heartstopper 6” previamente autografado. Os valores são R$ 175 para meia-entrada e R$ 350 para inteira.

Já a opção Full Experience inclui o bate-papo, um exemplar de “Heartstopper 6” e participação na sessão de autógrafos, com possibilidade de registro fotográfico do momento. Os ingressos custam R$ 199,90 na meia-entrada e R$ 399,90 na inteira.

A organização também oferece meia-entrada social. Para ter acesso ao benefício, o participante deve doar um livro em bom estado, que será destinado a uma instituição apoiada pela Bienal do Livro do Rio.

Segundo a organização, a iniciativa busca estimular a circulação de livros e ampliar o acesso à leitura.

Estação Bienal terá caráter itinerante

A proposta é que a Estação Bienal não fique restrita a um único espaço. O projeto pretende circular por diferentes pontos do Rio de Janeiro, utilizando teatros, centros culturais e outros locais como espaços de encontro entre leitores e escritores.

“Daí ser uma Estação Bienal, com o propósito de ir parando em vários locais diferentes, com obras e autores diversos”, afirmou Bruno Henrique.

A organização já negocia a participação de outro escritor estrangeiro em uma próxima edição. O nome ainda não foi divulgado porque a realização do encontro depende de negociações com agentes, editoras, logística e disponibilidade na agenda do autor.

A expectativa é realizar ainda em 2026 uma nova edição do projeto com outro escritor que tenha forte demanda entre os leitores da Bienal do Livro do Rio.

Os participantes também receberão um pin exclusivo em cada edição. A primeira peça terá como identidade a capa do sexto volume de “Heartstopper”. A proposta é que os itens sejam colecionáveis e representem cada experiência vivida pelos leitores no projeto.

Bienal mantém ações de incentivo à leitura

A Estação Bienal integra uma série de iniciativas desenvolvidas pela organização para estimular o contato com livros durante todo o ano. Entre os projetos está o “Ler tá no Sangue”, realizado em parceria com o Hemorio. A ação busca incentivar a doação de sangue por meio da leitura e da distribuição de livros.

Outra iniciativa ocorre em parceria com o Metrô Rio. Por meio do projeto “Embarque na Leitura”, livros são distribuídos nos vagões para estimular o hábito de ler durante os deslocamentos pela cidade.

A Bienal também realiza o projeto “Invasão dos Livros”, em parceria com a Voz das Comunidades, no Complexo do Alemão. A ação promove a distribuição de livros e conta com a participação da comunidade local.

Para a organização, as iniciativas buscam ampliar a atuação da Bienal para além do período de realização do festival, levando livros e autores a diferentes espaços e públicos.

“O propósito é ir caminhando no sentido de tornar cada vez mais o Brasil um país leitor”, concluiu Bruno Henrique.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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