Senador afirma que investigação tenta atingir sua imagem em ano eleitoral e nega irregularidades em relação com banqueiro Daniel Vorcaro
O senador Ciro Nogueira (PP) afirma que a quinta fase da Operação Compliance Zero representa uma “perseguição política” em ano eleitoral. A declaração é publicada nesta sexta-feira, 8 de maio, após o parlamentar ser alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal.
A operação investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro.
“Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”, escreve o senador nas redes sociais.
A operação é autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a Polícia Federal, há indícios de que Ciro Nogueira teria atuado em favor de interesses do banco em troca de vantagens indevidas, incluindo a apresentação de proposta legislativa relacionada ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Mandados são cumpridos em endereços ligados ao senador no Distrito Federal e no Piauí.
A decisão judicial também determina bloqueio de bens de até R$ 18,85 milhões.
Na nota divulgada, Ciro Nogueira relembra investigação ocorrida em 2018 e afirma que sua inocência foi reconhecida posteriormente.
“Quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?”, questiona.
O senador também afirma que continuará atuando politicamente no estado.
“Suportar esse tipo de pressão só é possível pra quem nasceu pra servir o povo”, diz.
Documentos da CPMI do INSS citados na investigação apontam que Ciro Nogueira e o presidente nacional do partido, Antônio Rueda, utilizam helicóptero ligado a Daniel Vorcaro durante o fim de semana do GP São Paulo de Fórmula 1, em 2024.
Segundo os registros, os voos ocorrem entre o autódromo de Interlagos e o aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
A investigação segue em andamento.
Fonte: G1 Globo
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Reprodução/TV Globo

