Em entrevista ao ge, Wesley Couto defende modelo da SAF, critica imprensa e torcedores e afirma que pode encerrar atividades do clube se desejar.
O presidente do Amazonas FC, Wesley Couto, rebateu as críticas direcionadas ao clube e afirmou que não pretende alterar a forma de administrar a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para atender à pressão de torcedores ou da imprensa. As declarações foram dadas em entrevista exclusiva ao ge, publicada nesta quinta-feira (24).
O dirigente se pronunciou pela primeira vez sobre o momento vivido pelo clube, que enfrenta dificuldades dentro e fora de campo. Na Série C do Campeonato Brasileiro, o Amazonas acumula três derrotas consecutivas e tenta se recuperar na disputa por uma vaga no G-8. Paralelamente, a SAF enfrenta punições de transfer ban aplicadas pela Fifa e responde a ações judiciais movidas por atletas que alegam atraso de salários.
Presidente afirma que clube segue projeto próprio
Durante a entrevista, Wesley Couto afirmou que o Amazonas foi criado para atender a um projeto pessoal e não para agradar torcedores ou críticos.
“Então a torcida não precisa se preocupar. O Amazonas não foi feito pra agradar ninguém, o Amazonas tem um propósito meu, exclusivamente meu, Francisco Wesley. Não foi feita pra agradar ninguém. A gente agradece as pessoas que nos apoiam, de verdade. A gente não agradece aquelas pessoas que vão lá na porta do estádio pedir ingressos e criticar”, declarou.
“O clube é de dono”, diz dirigente
Ao defender a autonomia da SAF, Wesley afirmou que todas as decisões sobre o futuro do Amazonas pertencem à administração do clube. Segundo ele, nem a imprensa nem a torcida têm influência sobre a condução do projeto.
“Se eu quiser fechar a porta do Amazonas amanhã, a imprensa, pode vir decreto presidencial, não vai fazer com que eu abra o clube, porque o clube é de dono, o clube é meu.”
O dirigente também afirmou que o Amazonas não possui uma estrutura de gestão compartilhada.
“A gente tem um compromisso com a sociedade, a gente tem um compromisso para fazer um futebol sério. No entanto, a gente não tem um compromisso com as especulações. (…) Como eu disse, o clube é de dono. O clube não foi feito em uma rodada de amigos que têm vários donos.”
Críticas à imprensa
Wesley Couto também criticou parte da cobertura da imprensa esportiva local. Segundo ele, o crescimento do Amazonas nas últimas temporadas ampliou o espaço dedicado ao futebol amazonense, principalmente durante as campanhas na Série B.
“Hoje eu fico feliz que a imprensa, com o Amazonas até ano passado, trabalhava de janeiro a janeiro. E aí vejo que alguns profissionais da imprensa só pensam em criticar o Amazonas”, afirmou.
Declarações sobre ex-dirigentes e jogadores
O presidente também comentou a passagem de ex-dirigentes e atletas pelo clube. Segundo Wesley, muitas pessoas aproveitaram o momento de crescimento da equipe sem contribuir para o desenvolvimento do projeto.
“Muitos estavam aqui pra surfar numa onda, eu não estou aqui pra surfar em onda. Eu estou aqui porque acredito em um propósito desde a criação do clube até o dia de hoje.”
Sobre ex-jogadores, afirmou que alguns receberam oportunidades no Amazonas, mas não conseguiram manter o mesmo nível da carreira após deixarem o clube.
Amazonas tenta reação na Série C
Dentro de campo, o Amazonas ocupa a 14ª colocação da Série C, com 17 pontos, e está a quatro pontos da zona de classificação para a segunda fase da competição.
A equipe volta a campo no domingo (27), às 19h30 (horário de Brasília), quando enfrenta o Paysandu, no estádio Carlos Zamith, em Manaus, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C.
Fonte: ge Amazonas
Foto: Reprodução/Larry Wilcox

