Manobra marca início do trajeto até o satélite e testa sistemas para futuras missões com pouso lunar
A nave Orion, da missão Artemis II, deixa a órbita da Terra após a realização da manobra de injeção translunar, executada por volta de 20h49 desta quinta-feira. A queima de motores, considerada a mais importante da missão, coloca a espaçonave definitivamente na rota da Lua.
A operação é confirmada pelo centro de controle da NASA, em Houston, que informa que tudo ocorre dentro do previsto. Com isso, a missão segue o cronograma planejado até o retorno à Terra, estimado para ocorrer em cerca de dez dias.
Missão marca retomada de voos tripulados ao espaço profundo
A Artemis II integra o Programa Artemis, criado para levar astronautas novamente à Lua após décadas desde as missões Apollo. Diferente daquele período, a estratégia agora é avançar por etapas, priorizando testes antes de um novo pouso.
Nesta fase, o objetivo é validar, com humanos a bordo, todos os sistemas da nave Orion em uma viagem ao redor da Lua. A missão não prevê descida na superfície lunar, mas serve como preparação direta para futuras operações mais complexas.
Tripulação e operação em curso
A cápsula leva os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além de Jeremy Hansen, representante da Canadian Space Agency.
Antes da saída definitiva da órbita terrestre, a tripulação realiza testes nos sistemas de navegação, comunicação e suporte à vida. Com a manobra concluída, a nave passa a depender da trajetória definida e da gravidade lunar para completar o percurso.
Trajetória e próximos passos da missão
A Orion segue uma rota que contorna a Lua e retorna à Terra, em um trajeto chamado de “livre retorno”, que permite o retorno seguro mesmo com poucas intervenções. Durante o ponto mais próximo, os astronautas terão visão direta do satélite, inclusive do lado oculto.
A missão também testa o escudo térmico da cápsula, etapa crítica para garantir segurança na reentrada na atmosfera terrestre. Esse ponto é considerado decisivo para validar futuras missões com pouso.
Retorno à Lua
A Artemis II funciona como um teste completo antes da próxima missão tripulada com objetivo de pouso. A expectativa é que, com os dados coletados, a NASA avance para consolidar uma presença humana mais frequente na Lua, algo que não ocorre desde o fim do programa Apollo.
Fonte: CNN Brasil

