Sindicato propõe nomes de policiais mortos em serviço para novas vias de Manaus

Sindepol-AM apresenta proposta ao Implurb, que vai analisar a iniciativa conforme critérios legais para denominação de logradouros públicos

O Sindicato dos Delegados de Polícia de Carreira do Estado do Amazonas (Sindepol-AM) propõe que novas vias públicas de Manaus recebam os nomes de policiais civis mortos durante o exercício da profissão. A sugestão é apresentada nesta terça-feira (11) ao Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), durante reunião com representantes da entidade.

O encontro reúne o diretor-presidente do Implurb, engenheiro Antonio Peixoto, e o presidente do Sindepol-AM, delegado Jeff MacDonald. A proposta busca preservar a memória dos profissionais e reconhecer a atuação de servidores que morreram durante o cumprimento do dever.

A iniciativa será analisada pelo Implurb dentro dos procedimentos previstos para a nomenclatura oficial de logradouros públicos e deverá seguir os critérios técnicos e legais estabelecidos pela legislação municipal e federal.

Homenagem

Antonio Peixoto afirma que o diálogo com diferentes segmentos da sociedade permite avaliar demandas relacionadas à organização urbana e ao reconhecimento de histórias ligadas à cidade.

“O Implurb é uma instituição aberta ao diálogo e tem justamente essa missão de ouvir as demandas da sociedade e buscar os encaminhamentos possíveis dentro da legislação. A proposta apresentada pelo Sindepol tem um significado importante, porque trata da preservação da memória de profissionais que perderam suas vidas no exercício da função. Vamos analisar a demanda com toda a atenção, observando os critérios técnicos e legais para a nomenclatura dos logradouros públicos. Mais do que dar nome a uma via, estamos falando de reconhecer histórias e de manter viva a contribuição dessas pessoas para a sociedade”, afirmou.

Para Jeff MacDonald, a proposta pretende ampliar o reconhecimento público aos policiais que morreram em serviço.

“Para nós, essa proposta representa uma forma de manter viva a memória dos policiais civis que tombaram no cumprimento do dever. São profissionais que dedicaram suas vidas à segurança da população e que, muitas vezes, acabam sendo lembrados apenas por seus familiares e colegas. Queremos que a cidade também reconheça essas histórias. Dar o nome de um policial morto em serviço a uma via pública é uma homenagem, mas também é uma maneira de contar às futuras gerações que ali existiu alguém que dedicou a própria vida à missão de proteger e servir”, destacou.

Análise dos pedidos

A avaliação de solicitações relacionadas à nomenclatura e à oficialização de logradouros públicos é realizada pela Gerência de Mobilidade Urbana (GMU), vinculada ao Implurb.

O procedimento segue as leis municipais nº 266/1994, que regulamenta a identificação dos logradouros públicos, e nº 343/1996, que estabelece regras para a denominação das vias. A análise também considera a legislação federal nº 6.454/1977.

Entre as regras está a proibição de atribuir a logradouros públicos nomes de pessoas vivas. A atualização da nomenclatura integra o trabalho permanente de organização e manutenção do cadastro municipal de endereços.

Cadastro de logradouros

Manaus possui mais de 13 mil logradouros públicos oficialmente cadastrados, entre ruas, avenidas, becos, travessas e alamedas.

Somente em 2025, foram criadas 246 novas vias públicas na capital. O cadastro municipal também é atualizado conforme novos loteamentos e obras são incorporados à estrutura urbana da cidade.

A proposta apresentada pelo Sindepol-AM passa agora pela análise técnica do Implurb, conforme os procedimentos estabelecidos para a denominação oficial de novas vias.

Fonte: Prefeitura de Manaus

Foto: Maxwell Oliveira/Implurb

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