Coreia do Norte lança míssil balístico em direção ao mar do Japão, diz Coreia do Sul

Disparo ocorre dias antes de exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e Estados Unidos; projétil caiu fora da zona econômica exclusiva japonesa.

A Coreia do Norte lançou um míssil balístico em direção ao mar na costa leste da Península Coreana, segundo informações divulgadas pelo Estado-Maior das Forças Armadas da Coreia do Sul. O disparo ocorre poucos dias antes do início de exercícios militares conjuntos entre Seul e Washington.

De acordo com os militares sul-coreanos, o lançamento aconteceu por volta das 6h desta quarta-feira (13), no horário local, na região de Wonsan, cidade localizada na costa leste da Coreia do Norte. O projétil cai no mar e, segundo a emissora pública japonesa NHK, fora da zona econômica exclusiva do Japão.

Após identificar o lançamento, as Forças Armadas da Coreia do Sul reforçam o monitoramento da atividade militar norte-coreana e mantêm as tropas em estado de prontidão. Seul também informa que compartilha informações sobre o disparo com os governos dos Estados Unidos e do Japão.

Lançamento ocorre antes de exercícios militares

O novo teste ocorre poucos dias antes do início dos exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e Estados Unidos, previstos para acontecer entre 17 e 27 de agosto.

Segundo Seul e Washington, as manobras têm como objetivo aprimorar a capacidade de resposta das forças aliadas diante de possíveis ameaças militares e nucleares da Coreia do Norte.

Pyongyang, por sua vez, costuma condenar os exercícios realizados pelos dois países e afirma que as atividades militares representam uma provocação e aumentam o risco de conflito na Península Coreana.

A realização das manobras ocorre em um momento de elevada tensão regional, marcado pelo avanço dos programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte e pelo fortalecimento da cooperação militar entre Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão.

Coreia do Norte critica aumento militar do Japão

Além do lançamento do míssil, a Coreia do Norte também eleva o tom contra o Japão. Nesta terça-feira (12), a imprensa estatal norte-coreana critica o novo Livro Branco de Defesa japonês, documento que apresenta as principais diretrizes de segurança e defesa de Tóquio.

O regime de Kim Jong-un acusa o Japão de utilizar o que classifica como uma ameaça infundada da Coreia do Norte para justificar o aumento dos investimentos militares.

O governo japonês, por outro lado, considera o desenvolvimento de armas nucleares e de mísseis por Pyongyang uma das principais ameaças à segurança do país e da região.

Série de testes militares

O lançamento desta quarta-feira ocorre após uma sequência de testes realizados pela Coreia do Norte ao longo de 2026. O país testa diferentes tipos de armamentos, incluindo mísseis balísticos de curto alcance, foguetes de artilharia e outras armas de uso tático.

Na semana anterior, os militares sul-coreanos também informam que a Coreia do Norte lança um míssil balístico de curto alcance em direção ao mar. Os testes fazem parte do esforço de Pyongyang para ampliar e aperfeiçoar sua capacidade militar, especialmente seus sistemas de mísseis e seu programa nuclear.

Mísseis norte-coreanos entram no conflito da Ucrânia

A atividade militar da Coreia do Norte também ganha atenção internacional devido à sua aproximação com a Rússia. O governo da Ucrânia afirma que a Rússia utiliza um míssil balístico fornecido pela Coreia do Norte em um ataque contra a cidade de Zaporizhzhia, no sudeste do território ucraniano. Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o ataque deixa sete trabalhadores de uma usina siderúrgica mortos.

A acusação ocorre em meio ao aprofundamento da cooperação militar entre Pyongyang e Moscou. A Coreia do Norte fornece apoio militar à Rússia durante a guerra contra a Ucrânia, enquanto os dois países ampliam a parceria estratégica.

O novo lançamento de míssil reforça, portanto, a preocupação de Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos com o avanço das capacidades militares norte-coreanas e com o risco de novos episódios de tensão na região.

Fonte: G1 Mundo

Foto: KCNA via Reuters

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