Empresa anuncia novas restrições para contas de jovens no Instagram, Facebook e Messenger e testa ferramentas para diversificar conteúdos exibidos
A Meta anunciou nesta terça-feira (2) a ampliação global das configurações de segurança para contas de adolescentes no Instagram, Facebook e Messenger. A medida busca reforçar a proteção de usuários mais jovens contra conteúdos considerados inadequados para sua faixa etária.
As mudanças expandem um modelo que começou a ser implementado em outubro do ano passado em alguns países e que agora passa a alcançar usuários de diferentes regiões do mundo.
Segundo a empresa, as chamadas “Contas de Adolescentes” continuarão utilizando, por padrão, filtros específicos para limitar a exposição a conteúdos sensíveis ou impróprios.
Mais restrições para jovens
Além das configurações já existentes, a Meta informou que lançará ainda neste ano uma nova modalidade chamada “Conteúdo Limitado” para Facebook e Messenger.
A ferramenta oferecerá um nível mais rigoroso de filtragem, restringindo ainda mais o acesso a determinados conteúdos para adolescentes.
A iniciativa faz parte das ações adotadas pela companhia diante do aumento da pressão de autoridades, órgãos reguladores e entidades ligadas à proteção da infância e adolescência.
Instagram testa diversificação do feed
Outra novidade anunciada pela empresa é um teste realizado no Instagram para evitar que adolescentes recebam repetidamente conteúdos sobre um mesmo assunto.
A proposta é ampliar a variedade de temas exibidos no feed e reduzir a exposição contínua a determinados tópicos.
De acordo com a Meta, alguns conteúdos podem ser úteis aos jovens, mas precisam ser apresentados de forma equilibrada.
“Reconhecemos que alguns conteúdos, como publicações sobre nutrição, levantamento de peso ou como lidar com a ansiedade, podem ser úteis, mas devem ser equilibrados com outros tipos de conteúdo, em vez de serem exibidos repetidamente”, informou a empresa.
Pressão regulatória
O anúncio ocorre em meio ao aumento das discussões sobre os impactos das redes sociais na saúde mental de crianças e adolescentes.
Em abril, a Meta alertou investidores que ações regulatórias e processos judiciais relacionados ao uso das plataformas por jovens poderiam afetar significativamente seus negócios.
Em março deste ano, um júri de Los Angeles concluiu que a Meta e o Google foram negligentes ao desenvolver plataformas consideradas prejudiciais para usuários jovens. A decisão determinou o pagamento de uma indenização conjunta de US$ 6 milhões a uma mulher que afirmou ter desenvolvido dependência das redes sociais durante a infância.
A Meta não detalhou quando os novos recursos estarão disponíveis para todos os usuários, mas informou que a implementação ocorrerá gradualmente ao longo dos próximos meses.
Fonte: G1 Globo
Foto: Richard Drew/AP

