Humaitá decreta situação de emergência por seca do Rio Madeira

Decreto aponta dificuldade para manter serviços públicos e abastecer comunidades com a queda acelerada do nível do rio

A Prefeitura de Humaitá decretou situação de emergência por causa da seca do Rio Madeira. A medida está prevista no Decreto nº 112/2026, publicado na edição de terça-feira (18) do Diário Oficial do Município.

O decreto é justificado pela dificuldade de manter serviços públicos essenciais diante da redução do nível do rio. Em comunidades onde o transporte fluvial é necessário para o deslocamento de moradores e o abastecimento, a baixa da água também compromete a logística.

A situação de emergência permite que o município adote medidas administrativas excepcionais para enfrentar os impactos da seca e solicite recursos do Governo Federal para garantir a continuidade dos serviços públicos.

Rio Madeira registra queda acelerada

A cota do Rio Madeira em Humaitá chegou a 12,49 metros nesta quarta-feira (19), segundo o boletim de monitoramento mais recente. O nível caiu 60 centímetros nos quatro dias anteriores.

A velocidade da descida preocupa as autoridades porque o comportamento do rio é diferente do registrado no mesmo período de 2025. Em 18 de agosto do ano passado, a cota também estava em 12,49 metros, mas o nível apresentava tendência de alta. Entre os dias 15 e 18 de agosto de 2025, o rio havia subido 20 centímetros.

Impactos no abastecimento

Em Humaitá, o acesso por estrada é limitado e o transporte fluvial é utilizado para o abastecimento e o deslocamento de moradores de determinadas comunidades. Com a redução do nível do Madeira, essas operações podem ficar comprometidas.

Diante desse cenário, o município poderá solicitar recursos adicionais para manter o atendimento à população, inclusive com a utilização de transporte aéreo para o abastecimento de áreas afetadas.

A situação de emergência foi decretada em meio ao período de vazante dos rios no Amazonas e permite que a administração municipal adote medidas para reduzir os impactos da seca sobre a população.

Fonte: G1 Amazonas

Foto: Raolin Magalhães/Rede Amazônica

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