Em um comunicado conjunto, os governos da Argentina, Brasil e México expressaram sua preocupação com a recente intrusão militar israelense na cidade de Jenin, na Cisjordânia palestina, e pediram o fim imediato das hostilidades. O comunicado, divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores do México, enfatizou a necessidade de evitar uma escalada de violência que possa resultar em mais vítimas civis, deslocamentos populacionais e destruição da infraestrutura urbana em Jenin.
Os três países latino-americanos condenaram todas as formas de terrorismo e expressaram solidariedade às famílias das vítimas tanto em Israel quanto na Palestina. Além disso, reiteraram a importância do respeito ao direito internacional, ao direito internacional humanitário e à busca de uma solução de dois Estados, na qual Palestina e Israel possam coexistir pacificamente e com segurança dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas.
A ofensiva militar israelense, descrita como a maior em anos na Cisjordânia, teve início na manhã de segunda-feira (3). A Força de Defesa de Israel (IDF) lançou mais de 10 ataques aéreos contra o que foi denominado “infraestrutura terrorista” no campo de refugiados de Jenin. As autoridades militares israelenses afirmaram ter apreendido um lançador de mísseis improvisado, armas e munição durante a operação.
De acordo com o Ministério da Saúde palestino, até a terça-feira, 12 pessoas, incluindo cinco crianças, foram mortas durante a ação israelense, enquanto 140 ficaram feridas, sendo que 30 estão em estado grave.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou na terça-feira que a operação antiterrorista em Jenin havia sido encerrada. Durante sua visita ao posto de controle de Salem, próximo a Jenin, Netanyahu declarou que não permitirá que a cidade volte a se tornar um foco de terror.
A comunidade internacional tem acompanhado com preocupação os recentes acontecimentos na região, e os apelos por uma trégua e o diálogo entre as partes envolvidas se intensificaram, visando garantir a segurança e a estabilidade na Palestina e em Israel.

