Problema muscular provoca acúmulo de líquido na região afetada e exige recuperação gradual para evitar novas lesões
Convocado para disputar a Copa do Mundo de 2026, Neymar deve ficar fora dos gramados até o início da competição por conta de um edema na panturrilha direita, identificado após o confronto entre Santos e Coritiba, no último domingo (17).
O atacante seguirá tratamento no CT Rei Pelé, com acompanhamento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Apesar da preocupação com o calendário, médicos afirmam que o problema não representa risco a longo prazo.
O que é o edema muscular
O edema muscular é um inchaço causado pelo acúmulo de líquido dentro ou ao redor do músculo. Em atletas, o quadro costuma surgir após sobrecarga física, pancadas diretas ou pequenos estiramentos musculares.
Segundo o médico ortopedista e especialista em trauma esportivo Eduardo Ramalho, o edema representa uma resposta inflamatória do organismo.
“Nesses casos, há um processo inflamatório dentro da musculatura, geralmente causado por sobrecarga, trauma ou uma pequena lesão muscular”, explicou.
A panturrilha é considerada uma das regiões mais exigidas no futebol, já que participa de praticamente todos os movimentos explosivos do atleta, como arrancadas, mudanças de direção e impulsão.
Histórico de lesões influencia recuperação
Especialistas apontam que o histórico recente de Neymar pesa diretamente no atual quadro clínico.
O atacante passou por cirurgias e longos períodos afastado dos gramados nos últimos anos, o que pode comprometer a capacidade muscular de absorver carga física intensa.
“Quando um atleta passa muito tempo fora, existe perda de condicionamento muscular e redução da capacidade de absorver carga”, destacou Ramalho.
Sintomas mais comuns
Entre os principais sintomas do edema muscular estão:
dor localizada;
endurecimento muscular;
perda de potência;
dificuldade para acelerar;
limitação nos movimentos.
Nos casos mais graves, o atleta também pode apresentar dificuldade para apoiar o pé e hematomas na região afetada.
Tratamento exige cautela
O tratamento do edema muscular depende da gravidade da lesão e busca reduzir a inflamação e evitar agravamento do quadro.
Normalmente, o processo inclui:
repouso;
compressas de gelo;
fisioterapia;
fortalecimento muscular gradual;
recondicionamento físico.
“Nos casos mais leves, o foco inicial é controlar o edema, reduzir a inflamação e recuperar mobilidade. Depois entra uma fase progressiva de fortalecimento muscular e recondicionamento para corrida, aceleração e mudança de direção”, afirmou o ortopedista.
Retorno antes da hora aumenta risco
Médicos alertam que a panturrilha é uma região com alto índice de reincidência de lesões quando o retorno aos jogos acontece de forma precipitada.
“O mais importante é que o atleta não volte apenas sem dor, mas com capacidade muscular suficiente para suportar a intensidade do jogo”, ressaltou Ramalho.
A expectativa é que Neymar permaneça em recuperação até a apresentação oficial para a Copa do Mundo.
Fonte: G1 Globo
Foto: Suhaib Salem/Reuters

