Amazonas registra seis feminicídios no primeiro trimestre de 2026, aponta Ministério da Justiça

Casos foram registrados em quatro municípios do estado; país tem maior número da série histórica para o período

Registrar seis vítimas de feminicídio nos três primeiros meses de 2026 coloca o Amazonas entre os estados da Região Norte com casos de assassinato de mulheres motivados por violência de gênero no período, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Os crimes acontecem em quatro municípios amazonenses: Manaus, com três casos, além de Carauari, Coari e Manaquiri, com um registro cada.

Ao longo do trimestre, três casos são contabilizados em janeiro, um em fevereiro e dois em março.

Crime no Dia Internacional da Mulher

Um dos feminicídios ocorre em 8 de março, data marcada pelo Dia Internacional da Mulher.

A vítima, Roseane Nicolau Canuto, de 39 anos, é morta a facadas no interior do estado. O marido dela, Hiure Felintro da Silva, de 28 anos, é preso cerca de uma hora depois e confessa o crime, alegando ciúmes como motivação.

Cenário nacional

Em todo o país, o Brasil registra 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março de 2026, o maior número para o período desde o início da série histórica, em 2015.

Os dados apontam uma média de uma mulher assassinada a cada 5 horas e 25 minutos.

Em comparação ao mesmo período de 2025, o aumento é de 7,55%.

Região Norte

Na Região Norte, o Pará lidera o número de registros, com 17 vítimas. O Amapá aparece em seguida, com sete casos e a maior alta proporcional da região, passando de dois registros em 2025 para sete em 2026.

Já Acre e Roraima não registram casos no período e são os únicos estados brasileiros sem ocorrências no primeiro trimestre.

Mudança na legislação

Desde outubro de 2024, está em vigor a lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que amplia a pena para o crime de feminicídio.

A punição passa de 12 a 30 anos para 20 a 40 anos de prisão em casos de assassinato de mulheres motivados por violência doméstica ou discriminação de gênero.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública/ G1

Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

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