Festival Literário da Periferia de Manaus destaca poesia marginal e vozes da periferia

Primeira edição do FLAP reúne oficinas, batalhas poéticas e rodas de conversa gratuitas na zona Norte da capital

A literatura periférica e a poesia marginal ganham espaço em Manaus com a realização da primeira edição do Festival Literário da Periferia de Manaus (FLAP), marcada para esta sexta-feira (15), na Casa Teatro Tauá Caá, no bairro Santa Etelvina, zona Norte da capital.

Com programação gratuita das 8h às 18h, o festival propõe mais de dez horas de atividades voltadas à valorização das produções literárias periféricas e das vozes amazônicas.

Idealizado pelo Allegriah Grupo de Arte e Cultura (AGAC), o evento é coordenado pela artista, escritora e pesquisadora Jackeline Monteiro, criadora do Movimento Literário Aglomeração Poética (MLAP).

“A literatura marginal surge como um movimento de voz, resistência e existência. Ela rompe com a ideia de que apenas determinados corpos, espaços ou linguagens podem produzir literatura”, destacou Jackeline.

Programação reúne oficinas e batalhas poéticas

O FLAP contará com oficinas formativas, rodas de conversa, apresentações artísticas, sorteios de livros e a Batalha Poética FLAP, que reunirá 12 poetas de diferentes regiões de Manaus.

A competição será dividida em duas categorias. O “Prêmio Rebentação de Versos” será voltado ao slam, oralidade e performance poética. Já o “Prêmio Raiz de Palavra” vai contemplar poesias de estrutura clássica e textual.

Entre as oficinas previstas estão “Rascunhos de Barrancos: Inventivências da Margem”, mediada por Guilherme Araújo; “Palavra Encarnada: da escrita ao corpo”, com Deihvisom Caelum; e “Riscando Vozes: criação e presença na poesia marginal”, conduzida por Will Dero.

Espaço de fortalecimento cultural

Segundo a organização, o festival nasce com a proposta de fortalecer artistas periféricos e ampliar os espaços de circulação da literatura produzida nas margens da cidade.

Além das atividades literárias, o evento também terá debates sobre identidade cultural, literatura periférica e produção artística descentralizada.

A Casa Teatro Tauá Caá foi escolhida para sediar o festival por atuar diretamente com cultura popular e iniciativas culturais independentes da capital amazonense.

O projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, por meio do Conselho Municipal de Cultura de Manaus e da Manauscult.

Fonte: A Crítica

Foto: Divulgação

Você pode gostar disso