Empresa suspende medidas do plano de reestruturação até 31 de julho e propõe mesa de negociação com sindicatos e mediação do governo federal.
Os Correios adiaram para 31 de julho a implementação de medidas previstas no plano de reestruturação da empresa, incluindo o fechamento de agências, alterações em gratificações de atendentes e a adoção de um novo sistema de distribuição de carga de trabalho. A decisão foi comunicada à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) após questionamentos apresentados pelos sindicatos.
Em documento encaminhado à entidade, a estatal também propôs a criação de uma mesa de negociação para discutir as medidas suspensas, com participação de representantes da empresa, dos trabalhadores e da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Medidas ficam suspensas até 31 de julho
Segundo os Correios, o fechamento das unidades previsto no plano de reestruturação ficará suspenso até o fim do mês, exceto nos casos em que o processo de desativação já tenha sido concluído ou esteja em estágio avançado.
Também foram suspensas a retirada do Adicional de Atendimento em Guichê (AAG) e da verba conhecida como “Quebra de Caixa”, além da implantação do Sistema de Dimensionamento (SDD), modelo utilizado para reorganizar a distribuição da carga de trabalho nas unidades.
Reestruturação busca reduzir prejuízos
As medidas fazem parte do plano de reestruturação elaborado pela empresa para enfrentar a crise financeira. Segundo balanço divulgado em junho, os Correios registraram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
O plano prevê redução de despesas administrativas e com pessoal, otimização de ativos e renegociação de recursos, com o objetivo de reequilibrar as contas da estatal.
Mesa de negociação
A proposta dos Correios prevê a instalação imediata de uma mesa de negociação entre representantes da empresa, das federações de trabalhadores e da Secretaria-Geral da Presidência da República, que atuará como mediadora das discussões.
O objetivo é avaliar os impactos das medidas previstas no plano de reestruturação e buscar soluções consensuais antes da retomada das mudanças prevista para o fim de julho.
Fonte: G1 Globo
Foto: Djavan Barbosa/TV Anhanguera

