Testes em urnas eletrônicas avançam no Amazonas para as eleições de 2026

Simulado nacional avalia funcionamento dos equipamentos e reforça confiabilidade do processo eleitoral

Os testes em urnas eletrônicas seguem em andamento no Amazonas como parte de uma operação nacional coordenada pela Justiça Eleitoral para validar o desempenho dos equipamentos que serão usados nas eleições de 2026.

A ação integra o 17º Simulado Nacional de Hardware, conduzido pelo Tribunal Superior Eleitoral, e mobiliza todos os tribunais regionais eleitorais do país em uma verificação simultânea. No estado, o procedimento ocorre ao longo da semana, com análise técnica diária de equipamentos de diferentes modelos.

Verificação técnica em larga escala

No Amazonas, 45 urnas eletrônicas são avaliadas por dia, com simulações que incluem o registro de votos e testes operacionais. Ao longo do cronograma, passam por verificação equipamentos fabricados em diferentes anos, o que permite identificar possíveis falhas e garantir padronização no funcionamento.

O chefe da Seção de Voto Informatizado do TRE-AM, Wanderley Oliveira, que atua há mais de duas décadas na Justiça Eleitoral, explica o objetivo do procedimento.

“O TSE determina que um percentual do parque de urnas, por modelo, seja testado para verificar a sua funcionalidade. Esse simulado abrange todos os modelos de urnas e é realizado em nível nacional.”

Camada extra de segurança

Mesmo com manutenções periódicas já previstas no sistema eleitoral, o simulado funciona como uma etapa adicional de controle técnico. A ideia é antecipar problemas e evitar falhas no dia da votação.

“Ainda que as urnas sejam submetidas a manutenções preventivas, elas são novamente testadas. Se houver qualquer falha, ela é registrada para correção, o que garante que os equipamentos estejam aptos para o dia da votação”, afirma Wanderley.

Processo contínuo de auditoria

O simulado atual faz parte de um calendário mais amplo de auditorias e testes conduzidos pela Justiça Eleitoral. A etapa anterior ocorreu entre setembro e outubro do ano passado, com foco na verificação dos sistemas internos, incluindo compilação e lacre de códigos.

A previsão é que um novo ciclo de testes seja realizado em julho, mantendo a rotina de checagem contínua até o período eleitoral.

Contexto operacional

A estratégia segue um padrão consolidado da Justiça Eleitoral brasileira, baseado em testes periódicos, validações técnicas e simulações práticas. O objetivo é reduzir riscos operacionais e assegurar previsibilidade no funcionamento das urnas em todo o país.

Na prática, o processo reforça três pilares críticos do sistema eleitoral: integridade dos equipamentos, rastreabilidade de falhas e confiabilidade do voto eletrônico.

Fonte: BNC Amazonas/ TRE -AM

Foto: Divulgação

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