Na terça-feira (9), a Comissão de Viação e Transportes promoveu uma audiência pública para abordar a questão dos preços exorbitantes das passagens aéreas com destino à Região Norte. O deputado federal Fausto Santos Júnior, do partido União Brasil-AM, participou do debate e expressou a indignação de diversos passageiros do Amazonas diante dos valores abusivos cobrados pelas companhias aéreas. Segundo o parlamentar, ao longo dos anos, a qualidade dos serviços prestados nas aeronaves tem decaído, enquanto os preços têm aumentado.
Durante a audiência, Fausto Santos Júnior questionou se seria necessário esperar os proprietários das empresas comparecerem pessoalmente aos balcões de atendimento para que sejam encontradas soluções para os problemas enfrentados pelos passageiros. O deputado do Amazonas também destacou a redução das opções de voos na região, afirmando que apenas duas empresas dominam o mercado atualmente.
Ele ressaltou que, diferentemente do passado, quando havia outras alternativas de transporte, as refeições eram oferecidas gratuitamente e a bagagem podia ser despachada sem custos adicionais. Agora, a maioria das bagagens é levada na aeronave como bagagem de mão, com um peso restrito. Fausto Santos Júnior ainda questionou se houve alguma diminuição nos preços das passagens aéreas diante dessa mudança no serviço.
O deputado federal considera absurdo o fato de passagens com trechos de Manaus para São Paulo e Manaus para Parintins custarem mais de R$ 4 mil, enquanto os voos internacionais têm preços mais acessíveis que os voos domésticos.
Diante dos questionamentos apresentados pelos deputados aos representantes da Associação Brasileira das Empresas (ABEAR), Ministérios e à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), foi sugerida a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os motivos por trás dos altos preços das passagens aéreas. O deputado Fausto Santos Júnior manifestou seu apoio à CPI, ressaltando a importância de investigar a razão por trás dos valores elevados e dos serviços que não justificam tais cobranças.

