Documento alternativo será encaminhado à CGU, PF e PGR após impasse que encerrou comissão sem aprovação de parecer oficial
A base governista no Congresso avança para formalizar um relatório paralelo da CPMI do INSS. O documento deve ser entregue no dia 7 de abril à CGU, à Polícia Federal e à PGR. A iniciativa surge após a comissão encerrar os trabalhos sem aprovação de um relatório final, em meio a divergências entre governistas e oposição.
Impasse trava relatório oficial
O parecer principal, apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar, não foi votado mesmo após tentativas de deliberação. Com isso, a comissão foi encerrada sem um documento oficial consolidado, o que abre espaço para versões paralelas por parte dos diferentes blocos políticos.
Por outro lado, integrantes da oposição também articulam a entrega de seu relatório aos mesmos órgãos de controle. No entanto, até o momento, não há definição de data para esse encaminhamento.
Divergências sobre indiciamentos
O relatório alternativo elaborado por governistas solicita o indiciamento de 130 pessoas. Entre os citados estão o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. Além disso, o documento inclui o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel.
Em contrapartida, o relatório oficial seguia outra linha. O texto sugeria o indiciamento e a prisão de Fábio Luís da Silva, filho do presidente da República. O parecer também abrangia mais de 200 pessoas investigadas no esquema.
Contexto das investigações
A CPMI foi instaurada para apurar suspeitas de descontos indevidos em aposentadorias e pensões vinculadas ao INSS, um tema sensível por atingir diretamente beneficiários do sistema previdenciário. Ao longo de sete meses, os trabalhos foram marcados por disputas políticas, troca de acusações e ausência de consenso entre os parlamentares.
Nesse cenário, a entrega de relatórios paralelos reforça a fragmentação das conclusões da comissão. Na prática, caberá agora aos órgãos de controle analisar os documentos e decidir sobre eventuais desdobramentos investigativos.
*Com informações da CNN Brasil.

