Operação Combustão investiga possível desvio de recursos públicos e financiamento eleitoral irregular relacionado às eleições de 2022
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (24), a Operação Combustão para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento eleitoral irregular relacionados às eleições de 2022 no Amazonas. A Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 17 milhões.
A operação cumpriu seis mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, a investigação apura um possível esquema envolvendo recursos de contratos firmados pela Associação Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam), com posterior circulação de valores entre pessoas físicas e jurídicas ligadas aos fatos investigados.
Bloqueio de valores
De acordo com a Polícia Federal, o bloqueio superior a R$ 17 milhões foi determinado pela Justiça Eleitoral para assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos e garantir a efetividade de uma possível decisão de perda de bens obtidos por meio de atividade criminosa.
A investigação ainda está em andamento e busca esclarecer a origem e a movimentação dos recursos apontados pelos investigadores.
Crimes investigados
Conforme a PF, os investigados poderão responder, de acordo com a participação de cada um, por crimes como organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral.
A Polícia Federal informou que outros delitos também poderão ser identificados durante o avanço das investigações.
Aadesam já havia sido alvo de operação
A Aadesam também foi alvo de uma operação da Polícia Federal em 3 de setembro. Na ocasião, a corporação investigava suspeitas relacionadas ao possível uso da estrutura do Governo do Amazonas em benefício eleitoral nas eleições de 2026.
Segundo as informações divulgadas sobre aquele caso, a PF apontou indícios de que a associação teria tido conhecimento prévio da decisão judicial antes do cumprimento das buscas. Um computador utilizado pelo setor de Recursos Humanos foi apresentado aos agentes como “corrompido” e acabou apreendido para perícia.
Até a publicação das informações utilizadas nesta matéria, não havia confirmação oficial de relação entre aquela investigação e a Operação Combustão.
A nova operação, segundo a PF, trata especificamente de suspeitas de desvio de recursos públicos e financiamento eleitoral irregular relacionados às eleições de 2022.
Fonte: G1 AM
Foto: Divulgação/PF

