Papa Leão XIV diz que riscos da inteligência artificial devem ser levados a sério

Pontífice afirmou que alertas sobre a possibilidade de a tecnologia causar danos graves à humanidade não são “fake news”

O papa Leão XIV afirmou nesta segunda-feira (28) que os alertas sobre os possíveis riscos da inteligência artificial devem ser levados a sério. A declaração foi dada durante uma entrevista coletiva no voo de retorno a Roma, após uma viagem de quatro dias à França.

“Eu realmente acredito que as preocupações levantadas por muitos especialistas em inteligência artificial devem ser levadas a sério”, afirmou o pontífice.

Na sequência, Leão XIV disse que não considera essas preocupações “fake news”. A declaração ocorre poucos dias depois de Donald Trump afirmar, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, que os alertas sobre os riscos da inteligência artificial eram uma “farsa”.

Papa defende pesquisa e medidas de segurança

Leão XIV afirmou que é necessário ampliar o diálogo e os estudos sobre inteligência artificial para encontrar formas de evitar que a tecnologia alcance níveis considerados perigosos para a humanidade.

“Não podemos simplesmente cruzar os braços e fingir que nada vai acontecer”, disse.

O papa também comentou uma declaração de Jensen Huang, presidente-executivo da Nvidia, sobre a possibilidade de incluir mecanismos de segurança em determinados modelos de inteligência artificial.

Leão XIV demonstrou ceticismo em relação à posição de Huang, lembrando que o executivo também defende que não sejam estabelecidos limites ou regulamentações governamentais para a tecnologia.

Debate sobre os riscos da inteligência artificial

A segurança da inteligência artificial tem sido discutida por pesquisadores, empresas de tecnologia e governos. Em setembro, especialistas norte-americanos e chineses defenderam medidas de proteção para sistemas capazes de operar de forma mais autônoma, especialmente em áreas relacionadas à segurança nacional.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada neste mês apontou que 73% dos entrevistados nos Estados Unidos estavam preocupados com a possibilidade de empresas de inteligência artificial não estarem fazendo o suficiente para evitar consequências graves da tecnologia.

O debate envolve diferentes avaliações sobre a velocidade de desenvolvimento da inteligência artificial, os mecanismos de segurança e o papel de governos e empresas na regulamentação da tecnologia.

Fonte: g1 Mundo

Foto: Abdul Saboor/Reuters

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