Lars Grael reforça inclusão e cobra aplicação de leis em seminário do TCE-AM

Ex-velejador olímpico destaca falhas na efetividade das políticas públicas durante evento

Transformar leis em prática e cobrar efetividade das políticas públicas. Esse foi o tom da palestra do ex-velejador olímpico Lars Grael durante a abertura do 1º Seminário de Acessibilidade da Região Norte dos Tribunais de Contas, realizado na manhã desta quarta-feira (8), em Manaus, pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas.

Convidado como palestrante principal, Grael utilizou sua trajetória pessoal para defender a inclusão e apontar um problema recorrente no país: o descumprimento das normas já existentes.

“As leis existem para serem cumpridas, não para serem facultativas”, afirma. A fala reforça o diagnóstico de que o Brasil possui legislação avançada, mas falha na execução.

Trajetória marcada por superação

A palestra, intitulada “Ajuste suas velas e desafie seus limites”, percorre momentos decisivos da carreira do atleta, incluindo o acidente ocorrido em 1998, que resultou na amputação de uma de suas pernas.

Grael contextualiza que a experiência redefine sua trajetória e fortalece valores como resiliência e adaptação. “Aprender com as derrotas, recomeçar e enfrentar novos desafios são elementos fundamentais da minha trajetória”, diz.

Ele também destaca o papel do esporte na formação pessoal e na capacidade de enfrentar adversidades.

Inclusão exige mudança de postura

Ao ampliar o debate, o ex-atleta aponta que a inclusão não depende apenas de estrutura física ou legislação, mas de atitude coletiva.

“Quando eu mais precisei, foram exemplos de outras pessoas que me ajudaram a encontrar um caminho”, afirma, ao destacar a importância de referências humanas no processo de superação.

A fala dialoga diretamente com o objetivo do seminário, que vai além da discussão técnica e busca provocar mudança de comportamento na gestão pública.

Evento reúne autoridades e serviços

O seminário ocorre nos dias 8 e 9 de abril e reúne representantes do poder público, especialistas e sociedade civil para discutir políticas de acessibilidade.

Durante a abertura, a conselheira-presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins, já havia reforçado que acessibilidade não pode se limitar ao cumprimento formal da lei.

“O desafio é fazer esses direitos saírem do papel e se concretizarem no cotidiano”, afirma.

A programação inclui ainda palestras técnicas, como a de Eduardo Ronchetti, além da oferta de serviços diretos ao público, como emissão de documentos, orientações jurídicas e encaminhamentos para acesso a direitos.

Fonte: TCE-AM/ DICOM

Foto: Felipe Jazz

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