Alta do gás ameaça programa Gás do Povo em meio a pressão internacional e cenário eleitoral

Subsídio anunciado pelo governo tenta conter impacto da alta do GLP, mas revendedores apontam prejuízo e risco de saída do programa

A alta do preço do gás de cozinha no Brasil pressiona o programa federal Gás do Povo e coloca em risco a distribuição gratuita do benefício para cerca de 50 milhões de pessoas, segundo agentes do setor ouvidos pela agência Reuters.

O impacto está ligado ao aumento do GLP no mercado internacional, impulsionado por tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. No Brasil, o efeito já aparece nos leilões da Petrobras, com valores que chegaram a dobrar em relação aos contratos tradicionais, conforme a Reuters.

Para conter a escalada, o governo federal anuncia nesta segunda-feira (6) uma subvenção ao GLP importado, com duração inicial de dois meses, prorrogável, com o objetivo de reduzir o impacto no custo final para a população mais vulnerável.

Representando os revendedores, “Como a margem é pequena, o revendedor acaba ficando no prejuízo”, afirma José Luiz Rocha, presidente da Associação Brasileira de Revendedores de GLP (Abragás).

Ele alerta para risco de ruptura no atendimento. “O beneficiário vai gritar que ele está procurando e não acha onde pegar o gás. Então se tornará um grande problema de governo”, diz.

O programa, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é uma das principais apostas sociais da gestão e atende milhões de famílias em todo o país.

Na análise acadêmica, o problema vai além do momento atual. “Talvez o que tenha que ser pensado seria um mecanismo extraordinário associado ao programa, para amortecer esse tipo de situação”, avalia Marcelo Colomer, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do Grupo de Economia da Energia.

Além do preço do gás, o aumento do diesel também pressiona o transporte, ampliando os custos da cadeia e agravando a situação dos revendedores, principalmente em regiões mais isoladas.

Na prática, o programa entra em zona de risco operacional. Sem ajuste de preço ou compensação, a conta não fecha e quem paga primeiro é quem está na ponta.

A alta do preço do gás de cozinha no Brasil pressiona o programa federal Gás do Povo e coloca em risco a distribuição gratuita do benefício para cerca de 50 milhões de pessoas, segundo agentes do setor ouvidos pela agência Reuters.

O aumento está ligado ao encarecimento do GLP no mercado internacional, impulsionado por tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. No Brasil, o impacto já aparece nos leilões da Petrobras, com valores que chegaram a dobrar em relação aos contratos tradicionais, conforme a Reuters.

Para tentar conter a alta, o governo federal anuncia uma subvenção ao GLP importado nesta segunda-feira (6), com duração inicial de dois meses, podendo ser prorrogada.

Na prática, essa subvenção funciona como um subsídio. O governo paga parte do custo do gás para evitar que o preço final suba para o consumidor. Sem esse apoio, o botijão ficaria mais caro, especialmente em momentos de crise internacional como o atual.

Mesmo com a medida, o setor aponta que a conta não fecha. “Como a margem é pequena, o revendedor acaba ficando no prejuízo”, afirma José Luiz Rocha, presidente da Associação Brasileira de Revendedores de GLP (Abragás).

Ele alerta para risco de desabastecimento. “O beneficiário vai gritar que ele está procurando e não acha onde pegar o gás. Então se tornará um grande problema de governo”, diz.

O programa, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é uma das principais políticas sociais da gestão e atende milhões de famílias, principalmente em situação de vulnerabilidade.

Na avaliação técnica, o modelo atual não acompanha a volatilidade do mercado externo. “Talvez o que tenha que ser pensado seria um mecanismo extraordinário associado ao programa, para amortecer esse tipo de situação”, avalia Marcelo Colomer, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do Grupo de Economia da Energia.

Além do preço do gás, o custo do transporte também pressiona o setor. A alta do diesel encarece a distribuição, principalmente em regiões mais afastadas, o que agrava ainda mais a situação dos revendedores.

Fonte: CNN Brasil

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