O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico na disputa pela Presidência no Amazonas, segundo pesquisa do instituto Direito ao Ponto Pesquisas realizada em Manaus e outros 14 municípios do Estado.
No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Flávio Bolsonaro registra 40% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 39%. A diferença está dentro da margem de erro de três pontos percentuais, o que configura empate técnico.
Na sequência, aparecem Renan Santos com 6% e Ronaldo Caiado com 5%. Eleitores que não souberam ou não responderam somam 4%, enquanto brancos e nulos representam 6%.
A pesquisa é realizada entre os dias 27 de fevereiro e 3 de março e ouve eleitores de municípios como Manaus, Parintins, Itacoatiara e Tefé. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número AM-05275/2026.
No cenário espontâneo, quando não há apresentação prévia de nomes, Lula lidera com 29% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 26%. Outros nomes citados incluem Eduardo Bolsonaro, Nikolas Ferreira e Renan Santos, todos com 1%.
O percentual de entrevistados que não souberam ou não responderam chega a 40% nesse cenário, enquanto brancos e nulos somam 1%. O levantamento também aponta diferença de comportamento entre capital e interior.
Em Manaus, Flávio Bolsonaro lidera com 45%, contra 32% de Lula. Já no interior do Estado, o cenário se inverte, com Lula alcançando 48% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 33%. No campo político local, a disputa presidencial deve ser refletida nos palanques regionais.

No Amazonas, o grupo de direita é liderado pela empresária Maria do Carmo Seffair, com apoio do PL nacional para a disputa ao governo estadual. Na esquerda, o senador Omar Aziz se posiciona como pré-candidato ao Governo do Amazonas, ao lado do ex-deputado Marcelo Ramos, que deve disputar o Senado. “A militância precisa enfrentar politicamente essas manifestações”, afirma Ramos ao convocar apoiadores para o debate nas ruas.
O cenário aponta uma disputa aberta no Estado, com divisão entre capital e interior e alto índice de indecisos, fatores que tendem a influenciar diretamente o rumo da campanha nos próximos meses.

