Chuvas, novo circuito e disputa aberta marcam fim de semana no Autódromo Ayrton Senna após quase 40 anos
A MotoGP volta ao Brasil após quase quatro décadas e abre programação nesta sexta-feira no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, sob um cenário de incertezas dentro e fora da pista. A etapa marca o retorno da categoria ao país desde 1987.
A realização do evento enfrenta impacto direto das fortes chuvas que atingem a capital goiana nos últimos dias. A organização atua para limpar o asfalto e garantir condições de prova após pontos de alagamento no circuito. A previsão do tempo segue instável para o fim de semana.
A corrida está marcada para domingo, às 19h, enquanto os treinos livres começam nesta sexta-feira. Mesmo com os desafios climáticos, a expectativa é de arquibancadas cheias. A rede hoteleira da cidade opera no limite, com público vindo de diferentes regiões, incluindo Brasília.
O retorno ao país também ocorre em meio a ajustes no calendário global da categoria. A guerra envolvendo o Irã impacta diretamente a programação, com o adiamento do GP do Catar e alterações em etapas na Europa.
Dentro da pista, o cenário é aberto. Pedro Acosta lidera o campeonato com a KTM, enquanto Marco Bezzecchi chega em alta após vencer as últimas corridas. Já Marc Márquez aposta na experiência em circuitos novos para ganhar vantagem.
O Brasil terá um representante no grid. Diogo Moreira disputa a categoria principal pela primeira vez e corre em casa. “Me encantaría ganhar, mas não é um objetivo realista. Quero aproveitar o fim de semana”, afirma.
O traçado reformado de Goiânia passa a ser um dos mais curtos do calendário, com 3,84 km por volta, mas com características de alta velocidade. O circuito tem nove curvas à direita e cinco à esquerda, além de uma reta de quase um quilômetro, o que deve exigir bastante dos pneus e favorecer disputas intensas.
Sem histórico recente no país e com condições variáveis, a etapa brasileira chega sem favorito claro e com potencial de embaralhar a disputa pelo campeonato.

