Governo federal lança política para ampliar presença feminina na ciência e tecnologia

O governo federal apresenta uma nova política pública voltada ao incentivo da participação de meninas e mulheres nas áreas de ciência, tecnologia e inovação. A iniciativa é anunciada durante a entrega do 2º Prêmio Mulheres e Ciência e integra um conjunto de ações previstas para o mês de março.

“Essa política foi construída ao longo de três anos. Três anos de escuta, diálogo e trabalho coletivo. Ela é uma resposta às demandas da sociedade brasileira, é uma construção democrática”, afirma Luciana Santos ao detalhar o processo de elaboração da proposta.

A política tem como foco estruturar ações permanentes voltadas à equidade de gênero, raça e diversidade dentro das estratégias públicas de ciência e inovação. O objetivo vai além do acesso inicial e busca garantir permanência, progressão e reconhecimento das mulheres nesses espaços.

“O desafio não é apenas fazer com que uma menina se veja como uma cientista do futuro. É fazer com que ela persevere, entre na universidade. E é criar as condições para ela permanecer, progredir, liderar e ser reconhecida”, diz a ministra ao destacar os obstáculos enfrentados ao longo da trajetória acadêmica e profissional.

Como parte da estrutura, o governo institui um comitê permanente dentro do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para acompanhar e integrar políticas voltadas à equidade. A proposta é garantir continuidade institucional e evitar desmobilização das ações ao longo do tempo.

“Estamos instituindo formalmente esse comitê destinado a promover a transversalização da equidade de gênero, raça, etnia e diversidade na formulação, na implementação e no acompanhamento das políticas públicas”, afirma a ministra, ao reforçar o papel estratégico da nova instância.

A agenda também prevê lançamento de editais, bolsas e programas de incentivo ao longo do mês, com foco na ampliação de oportunidades e no financiamento de trajetórias femininas na ciência.

Para Márcia Lopes, políticas desse tipo têm impacto direto no desenvolvimento do país. “As mulheres, mesmo quando enfrentam situações adversas, se mobilizam, sonham e têm esperança. É por causa de políticas como essas que elas fazem isso”, afirma.

Na prática, o governo tenta transformar um problema estrutural em política pública contínua. O ponto crítico segue sendo execução, financiamento e capacidade de manter essas ações no longo prazo.

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